Primeiro dia do Fórum Subtropikal traz feminismo, comida, diversão e arte para o debate

August 18, 2016

Fotos: Ebraim Martini. Baixe mais AQUI.

Um dos objetivos do Festival Subtropikal é conectar os criativos de diversas áreas para gerar um intercâmbio de ideias e projetos. Assim, os dez painéis do Fórum Subtropikal foram pensados e definidos com a ajuda de 8 co-criadores e um corpo docente da área de comunicação. Na quarta-feira se deu o início este evento com convidados muito especiais. No primeiro dia tivemos de tudo: cozinheira, empresários, poetisa, pesquisadora, skatista, artistas premiados e até um pichador convicto. Pode-se dizer que, por algumas horas, o Teatro Paiol se transformou em um caldeirão de boas ideias, e neste “caldo” nasceram encontros que certamente vão repercutir no futuro. 

O primeiro painel Respeita as Minas! começou com a declamação de um poema pela artista Caroline Lemes, e nele foi amplamente debatido o sagrado feminino, ou a importância de se respeitar o corpo da mulher e todo o seu universo para reverter isto em poder – ao invés de medo ou vergonha. Também falou-se da necessidade de mudar a mentalidade estabelecida, onde mulheres são reservadas a papéis sociais específicos como apontado pela pesquisadora Cláudia Pacheco: “a mãe [ou filha], a amante, a mulher bonita, a negra ou a puta.”

Falando sobre Alimentação Responsável, a cultura do desperdício foi o start, mediante a informação de que mais de 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil, enquanto claramente existe um problema de desperdício de comida: 1/3 de toda a comida do mundo vai para o lixo. O empresário Beto Madalosso apontou como, nos anos 90, a mania de achar que “tudo que vem de fora é melhor” acabou desviando a atenção dos cozinheiros dos ingredientes tipicamente locais, o que, segundo a jornalista Jussara Voss, está sendo quebrado aos poucos, especialmente agora que alguns chefs como Alex Atala vêm ganhando o posto de estrelas da cozinha internacional. Ao lado de Hannah Lima, debateram sobre a necessidade do governo realizar politicas de conscientização sobre o desperdício, apoiado por movimentos privados e, também, por uma nova mentalidade onde cada um deve fazer a sua parte.

Em Arte + Rua, o fótografo e artista Antonio Wolff convidou ilustres habitantes que fazem arte na cidade: André Mendes, que acaba de retornar da feira Art Basel, e Tom Lisboa, vencedor do prêmio Porto Seguro de fotografia. Os artistas se divertiram com a plateia, mostrando intervenções como o projeto “Polaroides (in)visíveis” e ação urbana “LUGAR” de Tom, e “Natureza” de André, onde os artistas brincam com a percepção das pessoas sobre a cidade.

Após um intervalo, as discussões retornaram com o tema Mobilidade Urbana, o esgotamento do modelo urbanístico de Curitiba – então celebrado por sua eficiência nos anos 70, foi o mote de todo o debate, junto com a importância de privilegiar vários modais. Os participantes concordaram que o carro não deve ser tratado como inimigo da bicicleta, do ônibus ou do skate, mas, segundo o ativista Goura, a atitude do motorista deve mudar. O vereador Johnny Stica esclarece que as pessoas têm o direito de escolher qual é o melhor meio de transporte, e uma cidade deve oferecer suporte para todos. O carro também vem se reinventando como modal, e um exemplo é o Fleety, startup de empréstimo de carros que foi desenvolvida em Curitiba, representada no painel por Guilherme Nagueva.

O último painel, apresentado pela agência Taste e a produtora The Youth, recebeu convidados ilustres que são tanto artistas quanto profissionais, e lidam com a dualidade entre a criação para simples expressão artística e a necessidade de se enquadrar em padrões do mercado publicitário ou musical. Foram eles: Alexandre Liblik da banda ruído.mm, Beto Shibata do estúdio Firmorama, o artista visual UmLoboh, o pintor Jorge Galvão e o mediador Guilherme Krauss, da A Grande Escola. A interação entre a plateia e os convidados foi imensa, e as histórias extremamente inspiradoras, em um papo perfeito para encerrar o dia.

E, se muitos tinham a impressão de que criatividade é restrita a publicitários e artistas, enganam-se. A economia criativa tem muitas vertentes e uma delas pode estar mais próxima do que se imagina – e representada por aqueles que investem no que amam. Sejam eles cozinheiros, pintores ou hackers da vida real.

E nesta quinta-feira tem mais! Programe-se e venha.

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É um prazer contar com a presença de todos vocês,

Equipe Subtropikal

 

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